Cancro da pele

Os números do cancro da pele estão a aumentar em todo o mundo.
A cada 14 segundos, diagnostica-se um caso de cancro de pele no mundo. Um terço de todos os cancros diagnosticados em todo o mundo são cancros da pele e 10% destes são fatais. Existem dois tipos de cancro da pele: os carcinomas, que são localmente malignos, e os melanomas, que podem propagar-se para o resto do corpo e que são o tipo mais perigoso de cancro da pele.
Quais são os sintomas, tratamentos e diagnósticos para cada tipo de cancro da pele? Que papel desempenha o sol no desenvolvimento do melanoma e como pode este ser evitado?

O que é o cancro da pele?

O cancro da pele é uma forma muito comum de cancro que afeta a epiderme. Enraíza-se nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, que se duplicam em grandíssimos números até causarem um tumor. Esta anomalia dos melanócitos deve-se em grande parte à exposição aos raios UVA. Se detetado precocemente, o cancro da pele é um cancro benigno. A remoção de tecido canceroso é realizada com uma cirurgia local. Se o cancro for detetado tardiamente, o prognóstico é mais frágil, especialmente se as células cancerosas tiverem migrado e espalhado por todo o corpo.

O papel da radiação solar no cancro da pele 

O sol tem uma ação cumulativa sobre a pele. Embora traga alguns benefícios, como já vimos, o sol também apresenta muitos riscos: escaldões, alergia solar, envelhecimento da pele, etc. A exposição prolongada ao sol sem proteção tem também consequências nocivas sob a forma de danos no ADN. Se os danos causados pelo sol forem demasiado extensos e se acumularem ao longo do tempo, podem resultar em cancro da pele. Os raios do sol incluem luz ultravioleta (UV). Os UVC são os raios mais perigosos, mas estão bloqueados pela camada de ozono. Já os raios UVB afetam as células da epiderme, enquanto os UVA podem atingir as camadas mais profundas da derme e assim causar danos no ADN. Recentemente, foi descoberto um novo inimigo para a pele: a radiação de luz visível (como a luz visível azul de alta energia). Estes raios são prejudiciais porque atacam todos os componentes celulares: lípidos, proteínas e ADN. Os danos acumulam-se a longo prazo. Por isso, no que diz respeito à saúde pública, é absolutamente necessário proteger-se desde a mais tenra idade e ao longo da vida. 

Diferentes formas de cancro da pele

Existem várias formas diferentes de cancro da pele, com dois tipos principais:

  • carcinomas, que são localmente malignos e para os quais a cirurgia é, geralmente, um tratamento suficiente, exceto em casos muito raros em que são necessários tratamentos oncológicos (90% dos cancros da pele),
  • melanomas, nos quais as células se multiplicam rapidamente e têm tendência para invadir o resto do corpo se a lesão for removida demasiado tarde: este é o tipo de cancro mais perigoso.
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Os diferentes tipos de carcinoma

Queratose actínica

A queratose actínica é uma lesão pré-cancerosa causada por demasiada exposição da pele à luz solar; desenvolve-se em áreas expostas da pele. Esta é considerada a primeira fase conducente ao desenvolvimento de cancros da pele como o carcinoma de células escamosas.

Quem é afetado?

A queratose actínica é mais comum em pessoas altamente expostas ao sol, tais como marinheiros e pessoas que vivem em zonas rurais e montanhas. Na Europa, 15% dos homens e 6% das mulheres são afetados.

Como é que isso ocorre?

As queratoses actínicas raramente ocorrem como uma lesão isolada: propagam-se amplamente para formar os chamados campos de cancro. No início, são demasiado pequenos para serem vistos, o que significa que há sempre muito mais lesões invisíveis do que as visíveis na pele. Depois, evoluem para manchas escamosas e rugosas bem definidas que podem variar de cor, desde o vermelho ao castanho. (Fonte: Fundação Europeia do Cancro da Pele, Fórum Europeu de Dermatologia)

Cuidados

Remoção cirúrgica, aplicação de gelo seco ou nitrogénio líquido ou medicações tópicas. 

Carcinoma de células escamosas

O carcinoma de células escamosas (CCE) é o segundo cancro da pele mais comum. Trata-se de um cancro altamente agressivo. Na maioria dos casos, os carcinomas de células escamosas são causados por exposição solar crónica. O CCE é um crescimento descontrolado de queratinócitos anormais. 40-60% dos CCE resultam de queratoses actínicas não tratadas.

Quem desenvolve CCE?

Pessoas com mais de 60 anos e pessoas que trabalham em profissões particularmente expostas (agricultores, marinheiros, trabalhadores da construção civil, etc.). Todos os anos, aproximadamente, 1 em cada 1.800 pessoas é afetada pelo CCE.

Como é que isso ocorre?

Este tipo de cancro caracteriza-se por uma placa vermelha rugosa persistente com margens irregulares. Também pode assumir a forma de uma ferida aberta arredondada com margens elevadas. Aproximadamente, 2-10% dos CCE espalham-se subsequentemente para o sistema linfático e tornam-se perigosos para a vida. 

Cuidados

Tratamento cirúrgico, quimioterapia aplicada através da pele e tratamentos orais ou oncológicos se o cancro se tiver propagado.

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum, mas menos agressivo, de cancro da pele e de todos os cancros de órgãos. Normalmente, causados por uma combinação de exposição cumulativa e intensa aos raios UV e exposição ocasional, os CBC desenvolvem-se a partir das células basais da pele na camada mais profunda da epiderme.

Quem desenvolve CBC?

Todos os anos, aproximadamente, 1 em cada 1.500 pessoas é afetada pelo CBC. Este afeta principalmente pessoas com mais de 50 anos e são mais comuns nos homens do que nas mulheres.

Como é que isso ocorre?

Este tipo de cancro aparece como nódulos, manchas, feridas ou inchaços anormais de cor vermelha ou rosada em áreas muito localizadas: rosto, pescoço, mãos, etc. Pode causar grandes danos cosméticos se se permitir o seu crescimento. Mas, normalmente, não se espalha para outros órgãos e só raramente ameaça a vida. (Fonte: Fundação Europeia do Cancro da Pele, Fórum Europeu de Dermatologia)

Cuidados 

No caso de tumores superficiais, a cirurgia é o tratamento preferencial, mas o médico também pode usar medicação tópica.

Melanoma

O melanoma é o tipo mais perigoso de cancro da pele. Constitui 5% dos cancros da pele e 1% dos tumores malignos.

O melanoma desenvolve-se em resultado de uma exposição solar intensa (escaldão) e não em resultado de uma acumulação de exposição solar a longo prazo. Tende a ocorrer em pessoas com uma predisposição genética. O tumor pode ocorrer sobre um sinal que já exista ou sobre um sinal recentemente sintetizado. Tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina. O melanoma propaga-se relativamente cedo em relação a outros órgãos através da metástase.

RESPONDEMOS ÀS SUAS PERGUNTAS

Como se diagnostica o melanoma?

Um melanoma aparece frequentemente como uma mancha ou caroço castanho ou multicolor, assimétrico e irregular, que aumenta de tamanho com o tempo e não é desconfortável ao toque. Pode começar como uma mancha plana e depois tornar-se mais proeminente. Em casos raros, pode não ser pigmentado. A sua semelhança com uma verruga pode, por vezes, tornar o diagnóstico difícil. Em caso de dúvida, deve ser consultado um dermatologista para realizar uma biópsia. (Fonte: Fundação Europeia do Cancro da Pele).

O local onde ocorre o cancro da pele varia em função do tipo de melanoma, do sexo da pessoa e do seu fotótipo. Em geral, os melanomas malignos aparecem nos membros inferiores, tronco, cabeça e mais raramente nos membros superiores em caucasianos, enquanto as solas dos pés e membranas mucosas são zonas mais comuns nas pessoas com pele negra.

Embora haja vários fatores (químicos, físicos, medicinais, nutricionais, virais), a exposição intensa e repetida de certas partes do corpo ao sol parece desempenhar um papel ativo no aparecimento de melanomas. É por isso que é importante permanecer protegido do sol, respeitando as regras de exposição e escolhendo uma boa proteção, especialmente para as pessoas dos grupos dos fotótipos 1 e 2 que são particularmente sensíveis ao melanoma: a prevenção por si só não é suficiente para atrasar o aparecimento de tumores.

O diagnóstico precoce aumenta as hipóteses de cura. Os diagnósticos mais tardios requerem um tratamento mais extensivo para prevenir a propagação de células cancerígenas no corpo. A prevenção por si só não consegue impedir o desenvolvimento deste tipo de tumor.
O tratamento do melanoma varia de acordo com o estádio de desenvolvimento: Os melanomas dos estádios I e II são tratados com cirurgia. Os melanomas do estádio III são tratados com cirurgia e por vezes com inibidores Braf/Mek ou imunoterapia. Os melanomas do estádio IV são tratados com cirurgia, inibidores Braf/Mek ou imunoterapia.

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Escaldões e exposição frequente: cuidado!

A sua pele lembra-se de tudo, como um rolo fotográfico, desde muito cedo. Portanto, em termos de escaldões, tem uma “quota” que não deve exceder. É geralmente aceite que são necessários 10 a 15 anos de exposição excessiva para causar cancro. Portanto, controle o seu capital solar!

Para prevenir o desenvolvimento de melanoma, deve aprender a vigiar de perto os seus sinais. Manchas pigmentadas (e sinais) são consideradas suspeitas quando mostram alterações assimétricas na textura, no contorno e na cor. Se tiver alguma dúvida, consulte um dermatologista.

O compromisso da Eau Thermale Avène para com a prevenção do cancro

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A Eau Thermale Avène compromete-se a trabalhar com a Fundação Europeia do Cancro da Pele para sensibilizar, educar e prevenir os cancros da pele. Há 30 anos, graças à sua experiência única em fotoproteção, a Eau Thermale Avène tem vindo a trabalhar para criar produtos de cuidado solar de elevada qualidade e alto desempenho que garantem uma proteção ótima.

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